Para fazer uma pesquisa eleitoral existe uma metodologia utilizada pelos institutos de pesquisa.
Eles usam as mostragens representativas da população em um estudo. E essas amostras são escolhidas com alguns critérios pelo IBGE, TREs e TSE.
Esta escolha de amostragem passa por três fases. A escolha dos prováveis municípios, seleção dos prováveis setores de coleta de dados e escalação dos entrevistados. Após isso as pesquisas passam a ser interpretadas.
E como qualquer análise existe margem de erros, em uma pesquisa eleitoral não é diferente. Esses erros são conhecidos e calculados especificamente.
Em casos de pesquisas eleitorais os erros são geralmente desiguais com alguns candidatos, por causa da distribuíção geografica dos eleitores. Geralmente a margem de erro é divulgada em uma estimativa máxima, pois eles são interpretados dentro de um limite, que é conhecido como intervalo de confiança. Esse intervalo de confiança é sempre estabelecido antes de iníciar a pesquisa. E geralmente fica em torno de 95%.
Em uma pesquisa existe também a tendência de queda ou subida. O erro mais comum na leitura dos dados é divulgar queda ou subida de tal candidatura com diferenças mínimas, o que não significa uma tendência.
Para chegar à conclusão de que houve queda ou subida de tal candidatura é preciso que tenha, ao menos, três pontos sucessivos de aferição, e com pelo menos mais três candidaturas acompanhando-o na mesma direção.
Existe ainda em uma pesquisa eleitoral o zero absoluto e o zero relativo. O zero absoluto quer dizer que de todos os entrevistados nenhum deles citou tal candidato. Já o zero relativo signífica que tal candidato foi escolhido por algumas pessoas, porém não conseguiu um número aceitável de citações para chegar a 1% dos entrevistados.
Mais ou menos de 100% - Os resultados das análises podem não chegar a 100% das respostas. Isto acontece por causa de arredondamentos. Geralmente encontramos em análises eleitorais tabelas que completam de 97% a 104%, especialmente quando a um grande número de alternativas de respostas. Caso tenham diversos candidatos com 0,5% de intenções de voto, todos eles ficaram com 1% nas tabelas, fazendo com que a somatória das porcentagens seja maior que 100%. Este é o processo mais ou menos 100%.
15 outubro 2009
MANIPULAÇÃO DE PESQUISAS
As pesquisas de intenções de voto, por decisão legal, têm que serem registradas junto ao TSE, para demonstrar sua metodologia de pesquisa e quem pagou por elas, já que os grandes institutos de pesquisa não trabalham gratuitamente.
Hoje em dia, não existe no Brasil nenhuma ferramenta legal ou órgão governamental de fiscalização e regulamentação de análises, cabendo ao próprio instituto provar que a pesquisa é verdadeira, para que confiem nos números da pesquisa.
É bom lembrar, que os institutos de pesquisas eleitorais são privados e vivem do lucro e a serviço de quem os contrata, sem serem vistoriados e geralmente mostrando resultados disparados para algum candidato. Ou seja, políticos pagam para manipular pesquisas eleitorais muitas vezes.
Um dos casos atuais sobre este assunto, ocorreu em São Paulo, numa pesquisa publicada pelo instituto de pesquisa Datafolha. Um candidato teve uma grande diminuição nas últimas análises. Ele então descobriu os lugares onde alguns eleitores seriam entrevistados para responderem à pesquisa. Logo, o candidato comunicou a 26 subprefeitos, a localidade da realização. E ainda, pediu a eles uma “ação” no local. O acontecimento foi divulgado pelo jornal A FOLHA e a pesquisa invalidada.
Outro caso aconteceu na Bahia. Tal candidato aparecia alguns dias antes das votações com mais de 70% das intenções de voto, e o outro candidato da oposição estava com 13%. Porém no dia das eleições a diferença diminuiu para 8% e depois da apuração dos votos, o candidato da oposição que estava totalmente enfraquecido venceu o primeiro turno. Observando os dados, havia acontecido uma virada histórica. Mas, após ser eleito ele confessou que a pesquisa era falsa.
Estes são exemplos claros de manipulações de pesquisas que querendo ou não, alteram votos nos dias de eleição.
Hoje em dia, não existe no Brasil nenhuma ferramenta legal ou órgão governamental de fiscalização e regulamentação de análises, cabendo ao próprio instituto provar que a pesquisa é verdadeira, para que confiem nos números da pesquisa.
É bom lembrar, que os institutos de pesquisas eleitorais são privados e vivem do lucro e a serviço de quem os contrata, sem serem vistoriados e geralmente mostrando resultados disparados para algum candidato. Ou seja, políticos pagam para manipular pesquisas eleitorais muitas vezes.
Um dos casos atuais sobre este assunto, ocorreu em São Paulo, numa pesquisa publicada pelo instituto de pesquisa Datafolha. Um candidato teve uma grande diminuição nas últimas análises. Ele então descobriu os lugares onde alguns eleitores seriam entrevistados para responderem à pesquisa. Logo, o candidato comunicou a 26 subprefeitos, a localidade da realização. E ainda, pediu a eles uma “ação” no local. O acontecimento foi divulgado pelo jornal A FOLHA e a pesquisa invalidada.
Outro caso aconteceu na Bahia. Tal candidato aparecia alguns dias antes das votações com mais de 70% das intenções de voto, e o outro candidato da oposição estava com 13%. Porém no dia das eleições a diferença diminuiu para 8% e depois da apuração dos votos, o candidato da oposição que estava totalmente enfraquecido venceu o primeiro turno. Observando os dados, havia acontecido uma virada histórica. Mas, após ser eleito ele confessou que a pesquisa era falsa.
Estes são exemplos claros de manipulações de pesquisas que querendo ou não, alteram votos nos dias de eleição.
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